
O projeto ocupa uma pequena edificação dos primeiros anos do século XX. A construção, anexa a uma casa colonial, possui dois pavimentos: o térreo, que fica ligeiramente acima do nível da rua, e um subsolo que se adapta ao desnível do terreno. O imóvel está situado à direita de seu lote, na entrada da cidade, logo antes da praça da prefeitura.




Trabalhamos em três frentes distintas neste projeto de requalificação: a restauração dos elementos originais, a ampliação da arquitetura e o design de interiores. Nas fachadas frontal e posterior, restauramos os adornos originais, reabrimos esquadrias que haviam sido tamponadas e recuperamos a pintura utilizando técnicas tradicionais de caiamento.

Outro movimento foi criar uma arquitetura que funcionasse como uma espécie de pedestal para a construção existente, uma arquitetura discreta que se apresenta como um espaço vazio ao nível do térreo.


Para o interior da loja, projetamos um grande móvel central que organiza a circulação do espaço, funcionando como caixa, espaço para balcões refrigerados e mostruário dos produtos da agrofloresta. De um lado, uma grande bancada revestida de azulejos e um móvel de marcenaria em madeira maciça complementam as funções de café do estabelecimento, com espaço para cafeteira, pia e armazenamento de itens tanto para venda quanto para uso, como copos, pratos e afins.



No subsolo, estão localizados os espaços administrativos e banheiros de acesso ao público. A escada também leva ao terreno natural, onde a proposta é realizar eventos comunitários.








